Um dia antes da votação do Fundeb, principal fonte de financiamento da educação básica, Jair Bolsonaro tenta, mais uma vez, atrapalhar a tramitação da PEC 15/15, que torna o fundo permanente. Dessa vez, o governo enviou aos líderes partidários um texto informal sugerindo que o Fundeb só começasse a vigorar a partir de 2022 e que a complementação adicional da União fosse repartida com o Renda Brasil, programa que deve substituir o Bolsa Família. A proposta do governo não explica como ficaria o financiamento da educação em 2021.

O presidente da Comissão Especial do Fundeb e pré-candidato à prefeitura de Salvador pelo Podemos, deputado Bacelar, repudiou as intenções do Governo ao afirmar que Jair Bolsonaro nunca se preocupou com a educação e que esta é uma tentativa de comprar votos. “Querem o Brasil ignorante e com votos comprados. Empurrar o Fundeb para 2022 e destinar parte significativa do recurso para sustentar um programa assistencial é fazer cena eleitoral. A quem interessa esse desvio de finalidade e desmanche de anos de trabalho em prol de viabilizar o novo Fundeb? Somente à eleição que para ele, Jair Bolsonaro, nunca acaba”, atacou.

Bacelar também culpou equipe ministerial de não se envolver na construção do novo texto do Fundeb. Segundo ele, durante os três anos de discussão da PEC, foram realizadas mais de 120 audiências públicas e reuniões técnicas sem a efetiva participação do ministério da Educação e da Economia. “É um absurdo sugerir mudança no texto aos 45 minutos do segundo tempo. Não vamos aceitar essa proposta esdrúxula.” disparou.

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