Devido ao grande sucesso de audiência, os debates já entraram na rotina das redes sociais das lideranças do Podemos, Rede Sustentabilidade e PTC. Pelo menos uma vez por semana, os pré-candidatos à prefeitura de Salvador, Bacelar (Podemos) e Magno Lavigne (Rede), se reúnem virtualmente com o presidente estadual do PTC Rivailton Veloso para debater e temas importantes para a capital baiana. A intenção é construir, junto com especialistas, sociedade civil e participação popular, que assiste e comenta as lives, políticas públicas que ajudem a cidade no período pós-pandemia.

Na pauta desta quinta-feira (30) “A juventude de Salvador diante da violência, criminalidade e insegurança”. O evento acontecerá às 18h e será transmitido na fanpage oficial de Bacelar (BacelarOficial), Youtube e instagram (deputadoBacelar) e também no Facebook de Magno Lavigne e dos Partidos (PodemosBahia, Rede18Salvador).

Bacelar explica que o tema foi pensado para debater a atuação da polícia em Salvador e no mundo. Ele relembra que, ao mesmo tempo em que o movimento #BlackLivesMatter ganhava força na internet, a violência institucional contra pessoas negras também se dominava as nossas periferias. Para o pré-candidato à prefeitura de Salvador pelo Podemos, é preciso repensar a interlocução com as comunidades periféricas, em especial, com a juventude. “Temos depoimentos de jovens que sofrem com a atuação da guarda municipal, simplesmente, pela cor da pele, estilo do cabelo, jeito de se vestir. O racismo institucional existe e precisa ser discutido e combatido o quanto antes. A população negra não pode ficar refém” disparou.

Um dos convidados da live de hoje é o membro de segurança das Organizações das Nações Unidas (ONU), mestre e doutor em segurança pública e advogado, Eduardo Pazinato. Ele destaca que é essencial levar para Salvador as melhores práticas nacionais e internacionais de segurança cidadã. “Temos estudos, evidências científicas e práticas que deram certo e que são completamente adaptáveis para Salvador. Debater este tema, entender o que passa na periferia é essencial para tratar o problema da raiz” destacou.

Episódios recentes marcaram o racismo institucional no Brasil e no mundo. A discriminação A discriminação racial é flagrante em abordagens das forças de segurança. Em fevereiro deste ano, um soldado da PM da Bahia agrediu um adolescente negro de 16 anos com chutes na barriga e socos nas costelas enquanto o revistava no bairro de Paripe, subúrbio ferroviário. Na ação, filmada por uma testemunha, o PM ainda profere insultos homofóbicos e racistas contra a vítima. “Você para mim é ladrão, vagabundo. Vá tirar essa desgraça desse cabelo”, gritou o agressor durante a abordagem violenta. A testemunha que filmou a cena precisou ser incluída no programa de proteção da Secretaria Nacional de Cidadania do Ministério dos Direitos Humanos após policiais voltarem ao bairro em busca do responsável pelos registros.

No mês seguinte, policiais de Salvador foram flagrados torturando jovens abordados em uma batida no bairro da Liberdade com um pedaço de madeira. Os quatro PMs filmados na sessão de tortura acabaram detidos e autuados pela Corregedoria.

O porta-voz estadual da Rede Sustentabilidade e pré-candidato, Magno Lavigne, diz que “a violência da polícia na Bahia é filha da escravidão, da lei da “vadiagem pós abolição”, da tentativa de embranquecimento de nosso povo, a violência policial é irmã gêmea do racismo, a morte de jovens negros na periferia de Salvador é uma realidade cruel. O silêncio das autoridades quanto a isso é ensurdecedor. Até quando vamos permitir que continuem matando a nossa juventude? Não venham com a ideia de que esse assunto não diz respeito a prefeitura, pois se assim fosse, pra que serve uma prefeitura pra fazer a orla bonita em cima do nosso sangue negro da periferia?” questionou.

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