Salvador é farol.

Vocacionada a iluminar os caminhos do país desde o primeiro instante desse pedaço continental chamado Brasil.

E Salvador vai reencontrar seu brilho, sua luz – redimensionada ao seu tamanho na história.

A primeira capital se reencontrará com sua disposição para a grandeza por conta do seu povo, da sua força e capacidade. Vamos, no século XXI, reocupar os espaços econômicos, culturais e sociais perdidos pela população por conta da negligência política.

E esse resgate acontecerá nos bairros, onde a cidade realmente acontece.

Não é uma promessa. É um plano.

A essência dele?

Governar para as pessoas, não para o concreto. Vou investir  tanto quanto investiram em obras e mais obras, no desenvolvimento humano e profissional do soteropolitano. Será a gestão do conhecimento para o Soteropolitano.

Precisamos preparar nossa gente para duas grandes tendências que já se tornam realidade: a revolução tecnológica e o emprego formal. A primeira tendência provoca profundas mudanças em todo o mundo, a todo momento. Estamos numa mudança de Era!

Já a segunda tendência, o emprego formal, é urgente: Vamos esperar até quando ver a lista de desempregos crescerem? Estamos acompanhando a queda de profissionais de carteira assinada no mundo.

Temos que virar a chave, qualificar e desenvolver as pessoas oferecendo mais formação e desenvolvimento de habilidades para melhor enfrentarem o mercado de trabalho. Vamos transformar trabalhadores em empreendedores.

Nossa maior obra será reduzir as distâncias entre as tantas salvador que existem em Salvador.

Estendendo as mãos poderosas do poder público para a nossa gente, com especial atenção para um milhão de mulheres (maioria preta e parda) que chefiam suas famílias com renda até dois salários mínimos – desacompanhadas de qualquer assistência governamental.

E alcançando, também, seus filhos: acolhendo os mais de 250 mil jovens, entre 15 e 29 anos, com o futuro comprometido nas precariedades das favelas.

Não podemos permitir que um oceano histórico de injustiças e (in)diferenças sigam separando o Subúrbio de Ondina; A Liberdade da Barra.

E é por isso que a restituição da grandeza de Salvador passa pela decisão de governar para as pessoas, onde elas vivem.

Uma Salvador dos bairros e de todos – das mães e suas lutas solitárias, dos filhos desassistidos, dos pequenos, médios e grandes empreendedores, dos servidores públicos, de todos os credos, de todas as raças, de tudo que forma esse mosaico único chamado Salvador.

Não tenham dúvida: todos os caminhos para salvar Salvador passam pelos bairros.

Vamos levar para eles as decisões administrativas e o dinheiro público.

Vamos salvar (toda e indistinta) Salvador.

Primeiro, aplacando a angústia viral.

Colocando em ação esforço máximo para ajudar aqueles que perdem seus negócios, renda e empregos.

E quando tudo isso passar, o Brasil vai nos encontrar ainda mais fortes.

Seremos – de novo – o farol.

Apostando na inovação, na modernidade e na equidade social.

Acreditando que é possível, sim, resgatar a autoestima da capital mais querida do país. mas, para isso, temos que resgatar autoconfiança da sua gente.

Vamos valorizar Salvador em toda sua diversidade e pluralidade – reduzindo distâncias sociais, dando visibilidade aos dados públicos, interagindo com a população e criando oportunidades de revitalização econômica com inclusão dos mais vulneráveis.

Não é – repito – uma promessa.

É um plano.

Pragmático, orgânico, factível.

E movido pela fé – em Salvador e na nossa gente.

VEJAM OUTRAS DIRETRIZES DO NOSSO MANDATO:

1) Reverter o quadro de desigualdade social de Salvador – marcada pela evasão escolar de mais de 50% de seus jovens (15 a 24 anos) e pelo desemprego de 15,1% de seus trabalhadores;

2) Promover políticas sociais com programas integrados com foco nos segmentos sociais, como a adoção de programa de proteção integral “Do Pré-Natal ao Primeiro Emprego”;

3) Adoção de processos de consulta e audiências públicas por bairro, apresentando obras e serviços em eventos públicos com avaliação da população;

4) Adoção de sistemas de acompanhamento e controle da execução das Ordens de Serviço e programas da prefeitura, com criação da figura de “Prefeitos de Rua”;

5) Criação de Projetos Urbanos Integrados ou Unidades Sociais Integradas adotando como referência o projeto Escola-Parque de Anísio Teixeira;

6) Promoção de programas para a juventude que garantam seu desenvolvimento integral como acesso à escola, acesso à informação, direito à vida com segurança, participação à vida política da cidade, direito ao território, cultura e lazer;

7) Promoção de programas de valorização das religiões de matrizes africanas e entidades do movimento negro;

8) Promoção de forma transversal de todas as políticas governamentais focadas na sustentabilidade, preservação do Meio-ambiente e recuperação dos biomas soteropolitanos;

9) Ampliação da oferta de água potável e do saneamento básico, garantia da segurança alimentar, habitação adequadas e acesso aos serviços de atenção à saúde de qualidade;

10) Garantir o direito universal à saúde a partir da coordenação do cuidado integral às pessoas pelas equipes de saúde da família e comunidades, alcançando todos os bairros;

11) Aperfeiçoar as redes de atenção ordenadas pela atenção básica nos territórios, com prontidão no acesso de qualidade a todos os serviços especializados, hospitalares e de emergência, cumprindo as deliberações da Conferência Municipal de Saúde e fortalecendo os conselhos municipais, distritais e locais;

12) Garantir a universalidade da proteção social pública de assistência social, a quem dela precisar, zelando pelos direitos socioassistenciais de todos, materializados pelas seguranças sociais de sobrevivência (de rendimento, de autonomia), acolhida e convívio, cumprindo as deliberações da Conferência Municipal de Assistência Social, ratificando a diretriz da participação e o pressuposto da territorialização;

13) Recuperar a noção de Salvador como “capital do Brasil”, palco de lutas sociais e expressão artística (a “alma” do Brasil);

14) Foco na melhoria de vida das pessoas e não em obras – que serão subordinadas às pessoas e suas reais demandas;

15) Centralizar atenção na população negra (80% dos moradores de Salvador se autodefinem negros), residente nas periferias de Salvador.

16) Fomentar o desenvolvimento dos territórios com gestão compartilhada;

17) Integração de cadastros e bancos de dados da área social;

18) Adoção de equipamentos públicos como referências para o convívio social e oportunidades de desenvolvimento de comunidades e cidadãos;

19) Estabelecer como eixo central a valorização da cultura e promoção dos cidadãos de Salvador;

Visite nosso site (www.borabacelar.com.br/voz-dos-bairros).

Conheça nossas ideias. Participe.

Bora salvar Salvador.

Brasília, 19 de Agosto de 2020.

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